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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Let's Dance Mambo!!! Muchachos! HuhuhuHUhuh! Tchátchátchááá!

Oi pessoal, 

Ontem suei a camisa jogando um game muito legal! Muito mesmo! Eu de vez em quando tiro ele da estante pra dar jogar um pouco - ou só- ou com o namorado. Sabem qual é o game!? Acompanhem minha mini-análise abaixo... (e vocês sabem que pra eu fazer uma análise de um game é preciso eu curtir ele muito muito!)

Então vamos lá, falar um pouco sobre...





SAMBA DE AMIGO!!!






O game foi construído inicialmente para arcades antes de entrarmos no novo milênio. O ano era 1999 e lembro de achar "esquisitérrimo" aquelas maracas ligadas ao corpo do arcade destinadas ao gamer balançá-las no ritmo adequado mostrado nos seis círculos apresentados na tela de gameplay ao som de músicas latinas extremamente dançantes! Eu nunca fui muito  fã de games musicais (apesar de ter uma personalidade bastante musical e  curtir Guitar Hero e Rock Band), mas quando  Samba de Amigo foi lançado  em 2008 para o Wii, resolvi dar uma conferida. Afinal, os controles do console da Nintendo tem toda a pinta de se encaixar perfeitamente com a proposta do game. E...

...ora, Samba de Amigo do Wii se apóia na mesma proposta de seu avô "arcadeano." Você deve chacoalhar o Wii Mote e o Nutchuck no ritmo e altura propostas durante a execução da música, fazendo de você um percussionista nato. Será!?? Nem tanto assim!



Infelizmente o game peca em relação à precisão dos controles. É perceptível que o Wii não consegue interpretar a altura real que os controles se encontram. Na verdade, o que acontece é um truque que pode enganar os mais incautos. A "altura" dos controles é determinada a partir da posição se suas extremidades. Para o Wii interpretar que os controles estão "pra cima" você deve apontar os controles em tal direção, assim também para baixo e na altura da cintura. Mas infelizmente, ainda assim ocorrem alguns atrasos de resposta em relação ao seu movimento, e em certos momentos dá pra se frustrar de perceber que você fez tudo certinho, mas ainda assim errou. Grrrr! E o pior: existem  muuuuuuiiitaaaaaasss músicas que você vai liberando conforme avança no modo campanha (44 ao todo) mas uma grande parte só vão estar disponíveis se você jogar nas dificuldades mais foderosas (como o Hard e o Super Hard), o que faria da tarefa algo nos moldes dos filmes Missão Impossível...se não fosse um detalhe....

Você é aprovado para outra fase a partir do conceito "C". E não é difícil obter ele. Então, com um pouquinho de treino...dá. Mas não esperem balançar os controles 'na doida" que não funciona. A coisa tem que ser feita toda a tempo (mas em algumas vezes é mesmo no contratempo...).  

Ainda, o game possui mecânicas interessantes e que colocam o gamer bem dentro do balanço das músicas. Além do básico (que é acertar o ritmo proposto a partir do balançar dos controles no tempo e altura corretas) ainda tem-se certos passos de dança que devem ser imitados com o posicionamento dos controles, um chacoalhar contínuo que rende muitos multiplicadores de pontos, e o" hustle" que simula com todo o louvor passos de aeróbica com as mãos (aiai...minhas viagens a C*** F*** /R** d* J****** em carnavais fora de época...todo mundo dançando na praia ao som do trio elétrico...rsrsrs!)!


Dentre as muitas músicas disponíveis (e nenhuma é samba, tá!? Até hoje não sei o porquê diabos a Sega batizou o game com esse nome... aliás, acho que quem deu a "brilhante idéia" desse nome deve ter ido diretamente ao Departamento Pessoal negociar sua demissão por conta dessa gafe master n00bástica...) encontram-se hit parades como "Asereje" (minha favorita! Estou craque!), "Livin' la vida loca," "Smooth," uma versão caribenha de "Take on me" (do Aha)  e claaaroooo...a mitológica MACARENA!!  



Aliás, o game é todo calcado por ritmos latinos. Mas como disse, nada de samba. Nenhum sequer. Bola fora da Sega, obviamente. Além do modo carreira, existe um modo de treino para os novatos se familiarizarem com as mecânicas do game. E aqui vale dizer isso: se engana quem pensa que Samba de Amigo é um game para jogadores causais. Apesar da proposta de diversão rápida, jogar o game requer concentração e um senso ritmico apurado! É necessário realmente entrar no balanço das músicas e dançar! Namorado apanhou muito no início, mas agora está se dando bem. Eu também apanhei um pouco, mas como sou mais "pé-de-valsa" que ele...não obtive muitas dificuldades nas minhas primeiras aventuras caribenhas.



E para aqueles que gostam de extras, Samba de Amigo é um "prato de pedreiro". O game é abarrotado de perfumarias, como minigames e até efeitos sonoros que são liberados conforme você cumpre certas tarefas. O visual colorido, a sonorização, os movimentos de câmera, as excelentes escolhas de repertório da Sega... são fatores que contagiam o gamer a jogar mais e mais Samba de Amigo.  E eu sei que existem uns pacotes que a Sega disponibilizou na rede on line do Wii para download (mediante Wii points, claroooo!).

Enfim, se você gosta de dançar, de música latina, e de games... Samba de Amigo foi feito para você. Apesar dos problemas de jogabilidade do game ainda assim é uma experiência satisfatória e divertidíssima.  Jogar o game é como estar brincando de ginástica aeróbica em casa... haja braços e pernas!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Hoje vai ter uma festa, bolo e guaraná e muito doce pra vocÊê... e Minianálise da Demo de God of War III

É o seu aniversáriooo, vamos festejar, os amigos receber...

Escrevo esse post antes de sair para bebemorar com o namorado e mais alguns amigos. Recebi ligações dos meus pais, de meus tios, de primos e primas. Felicitações e mais felicitações. Interessante dizer que nenhum dos meus amigos do Orkut me desejaram parabéns. Não sei o que pode ter acontecido... talvez todos tenham andado ocupados e não prestaram atenção no aviso de aniversário no perfil deles. Vai saber... : ^

Sim gente, é meu aniversário. Algumas três décadas de vida. De errando para acertar  e de parar para refletir.  Eu não sou perfeita e nem de longe atingirei isso nessa vida. Acredito que ainda terei outras chances para burilar mais o meu caráter, porque me considero  com muitos defeitos. Angústia, mágoa, impaciência, língua ferina... é tudo junto. Sou quase um Demônio. Mas também tenho os Deuses em mim, e comigo. Buda, Jesus, Alá, Sheva, Odin, Loki... todas as divindades dos céus e da terra estão em mim, comigo e ao meu favor. Eu não duvido disso, porque apesar de tudo, ainda procuro  me doar um pouco aos outros. Se vocês acompanham o "Diário..." sabem que tenho algumas histórias pra contar sobre minhas boas e más escolhas, e sabem tambem que  no meio de todas essas coisas malucas que vivi estão os games. Ah! Eles. Que me tornam mais "életrica", que junto com a Música, me ensinaram a Disciplina necessária para se alcançar os objetivos na vida. E que juntamente com outras coisas, me fazem ter a paixão pela vida que em alguns momentos eu infelizmente perdi.

Deixando o preâmbulo melodramático de lado, vamos ao que interessa. Ontem finalmente joguei a demo do game ultra aguardado God of War III! Depois de duas noites baixando os quase trrês gigas na PSN européia (com uma pausa de um dia devido o ApocaliPS3) pude conferir com esses olhos e mãos que um dia a terra há de devorar o que provavelmente será o Game of the Year e certamente umas das melhores lembranças que ficarão quando  essa geração de consoles  por fim se chamar "last gen."

Vamos lá? Querem saber um pouco das impressões da Tia Love.is.a.tragedY?

Sim! Sim! Queremos!!!

Então continuem lendo...

Sangue. Caos. Destruição. Em superlativos. Foi o que vi depois de ter jogado três vezes seguidas a demo de GoW III. O Studio Santa Monica anuncia tal tríade perversamente através da ação frenética que acontece desde o momento em que pressionamos a tecla "start" para iniciar o prelúdio do game, que estará em alguns dias nas lojas do mundo inteiro. Kratos, ganhou mais músculos, formas mais definidas. Seu olhar transparece um ódio  incomum nos games anteriores. É só observar suas expressões na tela de apresentação da demo. Rugas, cicatrizes, se confundem com o seu respirar ofegante. A violência transfigurada em seu olhar. O anti-herói espartano continua a dilacerar tudo o que se move. Monstros, deuses, animais, pessoas inocentes. Nada escapa do alcançe de suas Blades of Chaos. E de suas poderosas luvas de ferro Cestus.

No controle do fantasma de Esparta e ao som de uma típica música épica apocalíptica que é marca da franqua, você enfrentará minotauros e poderá retalhá-los de forma horrenda, estripando-os. Será desafiado por Chimeras sendo compelido a esquartejá-los e arrancar seus chifres mortais. Também se degladiará com ciclopes, extraíndo seus olhos em meio a muito sangue jorrando por todos os lados. De um jeito que você nunca viu, a violência se faz presente na demo de God of War III.

Percorrendo um Monte Olimpo ardendo em chamas e destruição, você reviverá o argumento que moveu a história do game anterior da franquia: a guerra entre os Titãs e os Deuses do Olimpo. Enquanto Kronos trava uma batalha contra Helios em sua carruagem de fogo, Kratos é livre para destruir seus inimigos ora com seus inúmeros golpes flamejantes ora arrancando suas cabeças ou esmagando-as. O arsenal assassino está mais mortal do que nunca através de já velha mecânica conhecida de todos os que jogaram os outros games da série.

E aí reside o único ponto que talvez possa desabonar o game do status de  "perfeito:" a jogabilidade. No que confere a demo, não existe nenhuma característica inovadora em tal aspecto. Kratos é mais mortal. Mas isso não se traduz em maior desafio ou mudanças no gameplay. Entretanto, se você quiser entrar com os dois pés na current gen, jogue o game. E observe o cuidado da Direção de Arte do Studio de Santa Monica em relação a TODOS os detalhes de God of War III. Os cenários são riquíssimos. Rochas, chão...água, iluminação, efeitos de partícula...  o character design de cada personagem... tudo  é estilizado em nome de um fino gosto singular que não  se vê nos muitos games produzidos de hoje em dia. O trecho em que Kratos caminha em meio a uma escuridão que só é desnuda pelas suas blades of chaos e por outro "artefato" (que não vou falar pois é Spoiler total!) é de arrepiar todos cabelos do corpo e esticar cada vértebra da coluna. E  a sequência das asas de Ícaro então... sério, por um momento me senti participando de  um CG interativo...

Finalmente o veredito: jogar por três vezes seguidas  a demo de God of War III me fez lembrar o real motivo de eu ter comprado o meu PlayStation 3. E de ter a plena sensação de que valeu  muito a pena...

God of War III está prestes a chegar às lojas do mundo inteiro. O dia "D" é 16 de Março.

E eu já tenho a promessa de que terei o meu, de presente... juntamente com a GoW Collection...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Análise de Dragon Age:Origins de PS3 no Kotaku!


" Após uma missão espacial de sucesso, a BioWare retorna à suas raízes com Dragon Age: Origins, um conto épico sobre o Bem e o Mal, Certo vrs Errado e garotas gostosas (!?). O País de Ferelden está prestes a ser tomado pelo demoníaco Blight, e apenas os heróicos Grey Wardens podem salvar a terra da destruição total. Parece simples, mas o conflito entre o Bem e o Mal é apenas  pano de fundo para um conto de intrigas, manobras políticas e traição. Apenas quando você  jogar uma das seis histórias específicas baseadas exclusivamente na raça  de seu personagem você entenderá, participando de uma reunião de aventureiros heróicos e não (tão )heróicos.  A BioWare prova mais uma vez que ela pode produzir RPGs de fantasia de alto calibre, mas será que eles removeram toda a "fantasia" do game?

 

Prós:

O Mundo: BioWare traz vida ao reino de Ferelden em DA:O. Mais que um simples plano de acontecimentos, Ferelden parece um lugar real com uma história rica saltando da tela para o jogador. A aparência e o "feeling" do mundo criado pela BiWare é quase tão impressionante quanto a ficção, com algumas áreas do mapa, particularmente as da Deep Road, parecendo ter saído diretamente de art works tradicionais de games de fantasia.


Tramas intricadas: As origens de DA:O são mais que estórias criadas para mover você dentro do mapa.  Cada uma das histórias da trama o inserem em questões políticas e sociais que assolam o reino de Ferelden, todas com com complexidade crescente em importância conforme o avançar do game.  O embate entre o Bem e o Mal serve apenas como pano de fundo para   tramas políticas  complicadas, tensão racial, e conceitos de Moral versus as escolhas populares.

 Você deve ter amigos: Expandindo o excelente trabalho em torno dos personagens em títulos como Knights of the Old Republic e Baldur's Gate,  a BioWare mais uma vez nos dá um maravilhoso cast de personagens para lutar ao seu lado em lugares perigosos no game D A:O. Cada um dos seus personagens tem uma personalidade distinta, e enquanto eles podem ser simples cozinheiros, podem também se revelar complexos em suas motivações individuais durante o desenrolar do game.  Você viajará com eles em suas aventuras pessoais assim que avança na história, estabelecendo laços psicológicos e provavelmente se apaixonando por eles.  Cada NPC foi criado com grande cuidado e atenção aos detalhes - até os que tem papel limitado à apenas uma linha de texto num diálogo...

Muitas escolhas: Eu joguei todos os grandes títulos da BioWare, e apesar de no desenrolar da história  sermos obrigados a fazer escolhas difíceis o tempo todo, nenhuma  demonstrou ser tão profunda e impactante quanto  as que fazemos em DA:O. Eu regularmente  me deparei com escolhas que alteravam completamente a maior parte dos rumos do game. Reinos e povos inteiros são destruídos ou erguidos baseado em minhas escolhas. DA:O é definitivamente o tipo de game  que você vai querer jogar muitas vezes, apenas para ver como suas ações afetam a história.


"Falando" em DA: Um  script bem feito só funciona se for dublado de maneira competente, e a BioWare selecionou um time vencedor de dubladores em DA:O. Claudia Black faz um atrabalho de primeira dublando Morringan, e Steve Blue faz um dos melhores anões que eu já ouvi falando na pele de Oghren. Todos os dubladores fizeram  um trabalho espetacular, mas de longe o meu favorito é Steve Valentine como Alistair. Aliás, Alistair é um dos personagens mais maravilhosos presentes no game.


Espadas e feitiços: O combate em DA:O pode ser raso ou profundo, de acordo com a preferência do gamer. Você pode passar o game inteiro simplesmente controlando o seu personagem  e deixar os seus amigos reunidos para resolver seus negócios, ativando  special moves usando  a barra dupla de 3 slots localizada  no canto inferior direito da tela, que estará tudo bem. Para mais profundidade nos combates, você pode customizar o comportamento dos personagens manipulando a AI deles, selecionando táticas de batalha específicas de acodo com  uma gama enorme de situações.


Administração minuciosa dos personagens : Eu realmente adorei administrar minuciosamente meus personagens no game, desde o equipamento até os points de skill para maximizar os combates de forma eficiente. Ao longo do game você habilita especialidades que vão permitir a melhoria dos personagens posteriormente, focando  isso em aspectos particulares como habilidades de classes (como warrior, mage, rogue...). Armas encantadas com feitiços se transformam em armadilhas; esses são elementos de um bom RPG que me segura a atenção, e DA:O permite que você faça muitas coisas à sua própria maneira e ainda muito mais.


 Fora do Game: A BioWare foi além, criando a comunidade on line de DA:O, onde os gamers podem se comunicar, partilhar histórias, ou navegar em perfis de personagens para ver o quanto eles estão avançando no game. Desde que você tenha uma conta no site BIoWAre Social Network, você pode ver tudo o que eu tenho feito em D.A.:O. Skils, plot points, talents, equipment...está tudo lá. Isso faz do game mais do que apenas um "game", adicionando uma nova perspectiva à experiência, mantendo-a viva mesmo após o término da história.


 Contras:

Bugs por todos os lados:  O tempo que eu passei com a versão do PS3 do game não foi isento de problemas. De fato, minhas 40 horas com o game foram prejudicadas com glitches antipáticos que, quando não estão quebrando o fluxo do game play, atrapalham a experiência do jogador. Algumas animações de combates especiais são prejudicadas com tais glitches, e  frequentemente se observa os lábios do personagem se moverem enquanto não ouvimos nenhum diálogo. Em algumas poucas ocasiões se vê também polígonos quebrados em vez do personagem, durante os diálogos.  Eu também percebi que alguns monstros morrem e só depois de cerca de 30 segundos  a morte é registrada, prejudicando o desenvolvimento das batalhas. [...]

Frame Rate meia-boca: DA é um game bonito, mas quando você começa a se mover, as coisas ficam feias. Com apenas uns poucos personagens na tela, as coisas não ficam tão mal, mas quando você está em uma grande batalha, o negócio  é ruim. Quedas de frame rate imperam.


Ray Muzyka, da BioWare disse que DA:O seria o sucessor espiritual de Baldur's Gate. Eu iria mais longe  dizendo que  DA é uma evolução do conceito implícito em BG, quando falamos das mecânicas estabelecidas no clássico RPG para PCs, sendo estas atualizadas com o uso das tecnologias atuais. [...] A trama complexa que envolve escolhas políticas, morais e populares, transformam o fator replay  quase que infinito.

Talvez o maior testamento de DA:O é o fato que depois de eu ter jogado mais de 40 horas o game, ainda me encontro contemplando meu próximo personagem que usarei para transformar a história do game a próxima vez que  jogá-lo[...]"

Tradução livre realizada por Love.is.a.tragedY